sábado, 14 de dezembro de 2013

Dia cinzento

O último post foi marcado pela amargura, o de hoje é marcado pelo desânimo. Cada vez que falo com possíveis empregadores, fico mais desanimada: estão com dificuldade em manter quem trabalha com eles, quanto mais admitir pessoas novas. Hoje, na comunicação social, diziam que o emprego estava a crescer 1,2%, ainda não chegou à área que me interessa. Será que vai chegar em tempo útil para mim?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Brevidade do doce sabor

A doçura de uma tarefa cumprida é algo de sublime, especialmente se a tarefa tiver tido uma longa duração e exigido um grande esforço e empenho. Primeira etapa da minha procrastinção vencida :) Pronto, sou mestre, com um grau que atesta a minha especialização num ramo do saber. E agora? Continuo sem trabalho, respondo a todas as ofertas, ainda estou motivada, mas temo que isso termine em breve. 

A realidade é triste, pedem que nos qualifiquemos cada vez mais, que invistamos em formação, mas depois o mercado de trabalho suprime os mais qualificados para ficar com aqueles que representem menores custos para a empresa. Onde está a meritocracia? Não está, tudo foi subjugado ao lucro, ou melhor, ao manter-se à tona no panorama económico. E nós, jovens adultos, altamente qualificados ficamos a adiar o que seria a progressão natural de vida, porque não dá para ter casa, para ter filhos e tudo mais. Hoje estou mais amarga do que o costume, há dias assim.

Vale!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mutatis mutandi

A grande problemática deste blogue sempre passou por o que é que teria sido feito de valor acrescentado, isto é, para além do que se fazia pela subsistência. Pois bem, essa subsistência foi-se com a crise, agora é o que fazer para sobreviver, deixou de haver valor acrescentado. Infelizmente, este blogue passou a ter o subtítulo "Diário de sobrevivência para sair do desemprego".

Pronto, hoje primeira iniciativa de procura ativa de emprego: responder a uma oferta de estágio profissional remunerado. Seria bom, mas prefiro não criar demasiadas ilusões.

Nem tudo são más notícias, vou dar cabo de uma das minhas procrastinações no final deste mês. Ando a fazer por dar cabo de outra. Mas resta uma procrastinação do tamanho do Evereste para vencer. Deus dai-me forças!

A partir de agora, infelizmente, passarei a preencher mais este espaço. Espero que por pouco tempo, porque isso significaria um regresso ao mercado de trabalho.

Amanhã será melhor do que o dia de hoje!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Factores exógenos

Estou mais velha. Sempre dei grande importância à contagem de mais um ano, mas à medida que eles passam, essa emoção permanece boa, mas mais relativizada. Este ano superou todas as medidas. Novo ano na contagem pessoal, mas, pela primeira vez, não estive minimamente concentrada nisso. O dia foi daquela que me trouxe ao mundo porque precisava de mim.
Estou mais velha e isso também significa que tenho menos tempo para desfrutar daqueles que me deram a vida. Pequenos episódios estão a tornar cada vez mais evidente que o tempo é limitado e a vida, a saúde são muito frágeis.
Este aniversário mostrou-me que não interessa a data, mas sim a felicidade de poder partilhá-la com quem se gosta e gozando de plena saúde. Tudo o resto não passa de frivolidades.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nostos (O regresso)

Grande período de ausência, mas com a boa nova de alguma produtividade. Espero hoje encerrar o penúltimo capítulo de um grande ciclo. Depois fica a faltar o último.
Ao longo deste percurso, aconteceram coisas boas que me fizeram feliz e outras que representaram perdas irreparáveis. Hoje presto tributo à minha Daisy, que sempre me deu força e ânimo e que, por acreditar que a nossa existência é mais do que esta breve passagem por este planeta, sei que continua a olhar por mim e a iluminar os meus dias com a luz do seu magnífico sorriso!

Ao trabalho!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais do mesmo

Continuamos na procrastinação! Só me apetece bater em mim própria!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Procrastinação

Muitos meses se passaram desde a minha última aparição por estas bandas. Com muitos baixos, lá ultrapassei as dificuldades da etapa anterior. Agora estou na etapa maior e volto a cair nos mesmos erros. Nem as minhas resoluções de ano novo me salvam.
Isto às vezes parece que o destino, o Fatum, o acaso, os astros, whatever, resolveu mostrar-me qual é o meu problema: procrastinação.
O que é a procrastinação? É o adiar constante de tarefas, resoluções por vários motivos, sendo o mais comum o medo do insucesso, de falhar, por não se achar capaz de cumprir o plano idealizado. Obrigada programa "Sociedade Civil", que sempre apresenta temas que enriquecem a minha realidade.
É claro que o sentido deste verbo lembra imediatamente a canção de António Variações "É p'rá amanhã", todo o português o saberá associar. No programa anteriormente referido, apresentaram um poema fantástico de Fernando Pessoa, mais concretamente de Álvaro de Campos e que ilustra de uma forma sublime a procrastinação. Devo reconhecer que Pessoa tem sempre o poema certo para os momentos fulcrais da minha vida. Uma boa resolução de ano novo é ler mais poesia!
Aqui fica Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

14 - 4 - 1928

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estagnação

Quase um mês passou e nada adiantou! Isto não pode continuar!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Shame on me!

Se o meu trabalho fosse pensar, estaria rica. Mas como só somos efectivamente recompensados quando produzimos efectivamente, há que meter as mãos na massa.
Felizmente, tive uma conversa que me ajudou a clarificar as ideias, hoje fez-se um pouco de luz, para compensar o período de incerteza que tenho atravessado. Menos mal!

Vale

domingo, 9 de maio de 2010

Compto pouco positivo. Tenho passado a maior parte do tempo a reflectir sobre a vida, a morte, as injustiças que acometem a existência humana e trabalho que é bom, nada!
Salva-se o fim de tarde de ontem, em que fiz alguma recolha de dados!
Isto assim vai de mal a pior!

sábado, 8 de maio de 2010

De principio

Tudo se inicia por uma vontade de mudar, de fazer algo. A vontade é a força motriz de tudo na natureza humana. Pois bem, eu quero mudar o rumo dos meus dias. Quero chegar ao fim do dia e perguntar a mim própria: "O que fizeste, hoje, para além do teu trabalho rotineiro?", e ter alguma coisa concreta para responder. Este blogue passará a ser a minha consciência pública, porque em privado escondemos sempre as nossas fraquezas e o que vai menos bem.
Assim, aqui fica mais um grão de areia no mundo cibernético dos desabafos!
Vamos ver o que terei a realçar ao fim do dia de hoje, para além da criação deste blogue!


Vale