quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais do mesmo

Continuamos na procrastinação! Só me apetece bater em mim própria!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Procrastinação

Muitos meses se passaram desde a minha última aparição por estas bandas. Com muitos baixos, lá ultrapassei as dificuldades da etapa anterior. Agora estou na etapa maior e volto a cair nos mesmos erros. Nem as minhas resoluções de ano novo me salvam.
Isto às vezes parece que o destino, o Fatum, o acaso, os astros, whatever, resolveu mostrar-me qual é o meu problema: procrastinação.
O que é a procrastinação? É o adiar constante de tarefas, resoluções por vários motivos, sendo o mais comum o medo do insucesso, de falhar, por não se achar capaz de cumprir o plano idealizado. Obrigada programa "Sociedade Civil", que sempre apresenta temas que enriquecem a minha realidade.
É claro que o sentido deste verbo lembra imediatamente a canção de António Variações "É p'rá amanhã", todo o português o saberá associar. No programa anteriormente referido, apresentaram um poema fantástico de Fernando Pessoa, mais concretamente de Álvaro de Campos e que ilustra de uma forma sublime a procrastinação. Devo reconhecer que Pessoa tem sempre o poema certo para os momentos fulcrais da minha vida. Uma boa resolução de ano novo é ler mais poesia!
Aqui fica Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

14 - 4 - 1928

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estagnação

Quase um mês passou e nada adiantou! Isto não pode continuar!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Shame on me!

Se o meu trabalho fosse pensar, estaria rica. Mas como só somos efectivamente recompensados quando produzimos efectivamente, há que meter as mãos na massa.
Felizmente, tive uma conversa que me ajudou a clarificar as ideias, hoje fez-se um pouco de luz, para compensar o período de incerteza que tenho atravessado. Menos mal!

Vale

domingo, 9 de maio de 2010

Compto pouco positivo. Tenho passado a maior parte do tempo a reflectir sobre a vida, a morte, as injustiças que acometem a existência humana e trabalho que é bom, nada!
Salva-se o fim de tarde de ontem, em que fiz alguma recolha de dados!
Isto assim vai de mal a pior!

sábado, 8 de maio de 2010

De principio

Tudo se inicia por uma vontade de mudar, de fazer algo. A vontade é a força motriz de tudo na natureza humana. Pois bem, eu quero mudar o rumo dos meus dias. Quero chegar ao fim do dia e perguntar a mim própria: "O que fizeste, hoje, para além do teu trabalho rotineiro?", e ter alguma coisa concreta para responder. Este blogue passará a ser a minha consciência pública, porque em privado escondemos sempre as nossas fraquezas e o que vai menos bem.
Assim, aqui fica mais um grão de areia no mundo cibernético dos desabafos!
Vamos ver o que terei a realçar ao fim do dia de hoje, para além da criação deste blogue!


Vale